"O governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), pediu desculpas pelas declarações feitas nesta terça-feira em relação ao ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Em um evento com empresários pela manhã, em seu gabinete, Puccinelli teria xingado Minc com palavras de baixo calão e desafiado o ministro a não aparecer no Estado.
Imagem: André Puccinelli
De acordo com a mídia local, o governador teria declarado que o ministro é "veado e fumador de maconha". E sobre a possibilidade do Minc ir a Mato Grosso do Sul para uma maratona, Puccinelli teria afirmado: “Se ele viesse, eu ia correr atrás dele e estuprar em praça pública”. "
Acho que esse fato não deve passar em branco por nenhum de nos, este é um exemplo claro quando se relaciona um poder enraizado no tradicionalismo e no atraso político de nosso país. Que político teria em sua Sã consciência condições de brincar com esse tipo de coisa?! O que pensa as pessoas que sofreram abusos sexuais ao escutar este tipo de comentário, saindo da boca de um Governador em direção a um Ministro do Meio Ambiente?
Imagina as políticas de prevenção ao crime, as políticas contra a prostituição de menores, as políticas em defesa da mulher, entre tantas outras medidas que um governador como este não deve tomar durante seu mandato...
Enquanto não existir punições claras e duras aos políticos corruptos, o que pode vir a ser uma ingenuidade de minha parte, não haverá estabelecimento da ordem e da moral, afinal como já diria Durkheim, a pena não vem a ser para reintegrar o individuo na sociedade, mas antes de tudo fazer com que a moral da sociedade não seja abalada por eventuais crimes, seria mais um exemplo do que uma punição.
Em relação ao Ministro do Meio Ambiente, na postagem abaixo segue um pequeno exemplo de como anda a preocupação em relação ao meio ambiente no Brasil... um pequeno pedaço de minha monografia.
Uma pequena parte da minha monografia no qual relaciono o desmatamento da Amazônia com a pecuária. É evidente que qualquer cultura em larga escala vêm a trazer danos ambientais, seja a cana-de-açúcar, a pecuária ou a soja... mas a conclusão que quero chegar junto com a postagem acima é que quem estiver no cargo de Ministro do Meio Ambiente e for uma pessoa que tem realmente fortes ideais, possivelmente será colocada fora ou sairá por conta própria como fez a Ex Ministra Marina Silva.
Este fato reflete as relações de poder emaranhadas como sempre nas políticas públicas e econômicas de nosso país, afinal de contas, um governador que faz um pronunciamento desses certamente acredita que não será atingido devido suas influências políticas ou o próprio poder político e econômico.
...
Outro site de noticias, o Alerta em Rede, frisou no dia 28 de janeiro de 1998, que a agricultura e a pecuária são as principais causas de desmatamento da Amazônia, com dados do IBAMA e do INPE. Segue-se o seguinte trecho:
“Demorou, mas aconteceu. O recente relatório sobre o desflorestamento da Amazônia brasileira, elaborado pelo IBAMA (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente) em conjunto com o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), aponta como principal causa do desmatamento da Amazônia a "conversão" da floresta em áreas para a agricultura e pecuária.”[i]
O portal da globo.com, o G1, não deixou de associar o desmatamento da Amazônia e a pecuária. Em uma matéria no dia 31 de janeiro de 2008, a então polêmica ministra Marina Silva culpou a pecuária pelo desmatamento daquela floresta:
“Se faz o desmatamento predatório, tirando de forma irresponsável as árvores nobres. Não é plano de manejo. Aquilo ali é uma rapina. Depois se ateia fogo de forma criminosa e se joga capim. 70% da ocupação dessas terras que são degradadas são feitas pela atividade da pecuária. Sorte que nos estamos fazendo um trabalho que respeita aqueles que estão fazendo sua atividade de forma correta e vamos publicar a lista desses, mas vamos publicar a lista dos 150 maiores contraventores sim e vamos fazer esse trabalho em parceria com governos estaduais, municipais, próprios setores, aqueles que querem blindar os seus investimentos de forma responsável dessa narrativa perversa de que estão produzindo em prejuízo da Amazônia. Existem as pessoas sérias e existem aqueles que estão destruindo a Amazônia. Para os sérios vamos fazer o devido reconhecimento, para os criminosos o rigor da lei”, disse a ministra.[ii]
Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou na mesma matéria “não acreditar que o país esteja passando por um novo surto de desmatamento e que houve ‘alarde’ na divulgação dos números do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)”.
Por volta do dia 13 de Junho de 2008, a Ministra Marina Silva pediu demissão do cargo devido à resistência do governo a aprovar projetos ambientais e ter aprovado obras sem seu aval. [iii] Em nota, a WWF e o Greenpeace, além de outras organizações de defesa ambiental, lamentaram a saída da ministra e criticaram o governo brasileiro pelo descaso com a natureza.
O desmatamento da maior floresta tropical no mundo não pára. Segundo fontes do portal G1, encontrados no Globo Amazônia, a cada duas horas uma área igual a do Parque do Ibirapueraem São Paulo foi devastada, em Setembro de 2008. [iv] Sendo que, neste mês, o desmatamento foi baixo, comparado a outros meses, como mostra o gráfico seguinte.
Estes dados têm como objetivo demonstrar a gravidade em que se encontra a Floresta Amazônica e a ligação do desmate e da pecuária.
A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) disponibiliza as suas provas de vestibular da matéria de sociologia, contendo variados anos. Existem provas objetivas e discursivas com seus respectivos gabaritos, vale a pena conferir.
Dentre as matérias, encontramos questões relativas a Durkheim, Marx, Weber, noções de cultura e cidadania entre outros temas.
O "Financial Times", de Londres, noticiou que a Young & Rubicam, uma das maiores agências de publicidade do mundo, divulgou a lista das dez grifes mais reconhecidas por 45.444 jovens e adultos de 19 países. São elas: Coca-Cola (35 milhões de unidades vendidas a cada hora), Disney, Nike, BMW, Porsche, Mercedes-Benz, Adidas, Rolls-Royce, Calvin Klein e Rolex.
"As marcas constituem a nova religião. As pessoas se voltam a elas em busca de sentido", declarou um diretor da Young & Rubicam. Disse ainda que essas grifes "possuem paixão e dinamismo necessários para transformar o mundo e converter as pessoas em sua maneira de pensar".
A Fitch, consultoria londrina de design, no ano passado realçou o caráter "divino" dessas marcas famosas, assinalando que, aos domingos, as pessoas preferem o shopping à missa ou ao culto. Em favor de sua tese, a empresa evocou dois exemplos: desde 1991, cerca de 12 mil pessoas celebraram núpcias nos parques da DisneyWorld, e estão virando moda os féretros marca Halley, nos quais são enterrados os motoqueiros fissurados em produtos Halley-Davidson.
A tese não carece de lógica. Marx já havia denunciado o fetiche da mercadoria. Ainda engatinhando, a Revolução Industrial descobriu que as pessoas não querem apenas o necessário. Se dispõem de poder aquisitivo, adoram ostentar o supérfluo. A publicidade veio ajudar o supérfluo a impor-se como necessário.
A mercadoria, intermediária na relação entre seres humanos (pessoa-mercadoria-pessoa), passou a ocupar os pólos (mercadoria-pessoa-mercadoria). Se chego à casa de um amigo de ônibus, meu valor é inferior ao de quem chega de BMW. Isso vale para a camisa que visto ou o relógio que trago no pulso. Não sou eu, pessoa humana, que faço uso do objeto. É o produto, revestido de fetiche, que me imprime valor, aumentando a minha cotação no mercado das relações sociais. O que faria um Descartes neoliberal proclamar: "Consumo, logo existo". Fora do mercado não há salvação, alertam os novos sacerdotes da idolatria consumista.
Essa apropriação religiosa do mercado é evidente nos shopping-centers, tão bem criticados por José Saramago em A Caverna. Quase todos possuem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas. São os templos do deus mercado. Neles não se entra com qualquer traje, e sim com roupa de missa de domingo. Percorrem-se os seus claustros marmorizados ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Ali dentro tudo evoca o paraíso: não há mendigos nem pivetes, pobreza ou miséria. Com olhar devoto, o consumidor contempla as capelas que ostentam, em ricos nichos, os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode pagar à vista, sente-se no céu; quem recorre ao cheque especial ou ao crediário, no purgatório; quem não dispõe de recurso, no inferno. Na saída, entretanto, todos se irmanam na mesa "eucarística" do McDonald’s.
A Young & Rubicam comparou as agências de publicidade aos missionários que difundiram pelo mundo religiões como o cristianismo e o islamismo. "As religiões eram baseadas em idéias poderosas que conferiam significado e objetivo à vida", declarou o diretor da agência inglesa.
A fé imprime sentido subjetivo à vida, objetivando-a na prática do amor, enquanto um produto cria apenas a ilusória sensação de que, graças a ele, temos mais valor aos olhos alheios. O consumismo é a doença da baixa auto-estima. Um são Francisco de Assis ou Gandhi não necessitava de nenhum artifício para centrar-se em si e descentrar-se nos outros e em Deus.
O pecado original dessa nova "religião" é que, ao contrário das tradicionais, ela não é altruísta, é egoísta; não favorece a solidariedade, e sim a competitividade; não faz da vida dom, mas posse. E o que é pior: acena com o paraíso na Terra e manda o consumidor para a eternidade completamente desprovido de todos os bens que acumulou deste lado da vida.
A crítica do fetiche da mercadoria data de oito séculos antes de Cristo, conforme este texto do profeta Isaías: "O carpinteiro mede a madeira, desenha a lápis uma figura, trabalha-a com o formão e aplica-lhe o compasso. Faz a escultura com medidas do corpo humano e com rosto de homem, para que essa imagem possa estar num templo de cedro. O próprio escultor usa parte dessa madeira para esquentar e assar seu pão; e também fabrica um deus e diante dele se ajoelha e faz uma oração, dizendo: "Salva-me, porque tu és o meu deus!" (44, 13-17).
Da religião do consumo não escapa nem o consumo da religião, apresentada como um remédio miraculoso, capaz de aliviar dores e angústias, garantir prosperidade e alegria. Enquanto isso, Ele tem fome e não lhe dão de comer (Mateus 25, 31-40).
Frei Betto é escritor, autor do romance "Hotel Brasil" (Ática), entre outros livros.
A Cloaca do Penta
Confesso que bebo Coca-Cola. Ao longo da minha existência, devo ter tido as entranhas lavadas por uma Baía da Guanabara de Coca-Cola. Um oceano de Coca-Cola. Um século de imperialismo de Coca-Cola. Eu obedeço as placas que ordenam ‘Beba Coca-Cola’. Eu bebo Coca-Cola. E é assim, dessa condição de um animal que bebe Coca-Cola e que pela Coca-Cola é bebido que eu posso afirmar: eu tenho nojo dessa campanha da Coca-Cola em prol do Brasil na Copa do Mundo. Tenho nojo sobretudo desse comercial em que Pelé aparece suado, pingando, com o uniforme do Santos e, claro, bebendo Coca-Cola. O Pelé bebe Coca-Cola.
O leitor, telespectador que é, há de ter visto a peça em questão. A câmera, no começo, mostra dois pés calçados em chuteiras. O esquerdo pisa o chão. O direito descansa sobre uma bola de capotão. A câmera vai subindo vagarosa, num movimento de ascensão. Entra uma voz declamando uma paráfrase pagã do ‘Pai Nosso’. O texto da publicidade, cujo autor eu desconheço, faz um trocadilho de pai com pés, algo como ‘pés nossos que estais no chão’, sei lá, e assim segue a propaganda que, mesmo não sendo samba, evolui em feitio de oração. Surge o rosto do rei, suor no rosto, Coca nos lábios. Perfeição. A tampinha de Coca-Cola entra em cena, então, e, apenas para não deixar a rima em ‘ão’, tem o formato de um coração. E lá vem o slogan, que tem algo a ver com paixão. É isso aí: a publicidade se apropria das cores da bandeira nacional, do Rei do futebol e do ‘Pai Nosso’ para construir o valor da marca que, não por acaso, nada tem de nacional, nem de esportiva e muito menos de católica. É isso aí: eu sinto nojo.
A publicidade é uma superindústria sem cerimônia que fabrica sentidos e significações para a vida vazia dos sujeitos do público. Para nós. Cada um de nós se completa nos signos que a superindústria da publicidade nos oferece. Antes, essas significações eram proporcionadas pela cultura; hoje, são confeccionadas na superindústria. Quem sou eu? Antes, eu seria um brasileiro, um fã do Pelé, um cristão que gostava de rezar o ‘Pai Nosso’. Hoje, eu sou um bebedor de Coca-Cola, como um ralo, como um bueiro, como o Pelé. Por isso a marca da Coca-Cola tem tanto valor, porque ela se infiltra nos nossos mecanismos identitários, com o perdão da expressão, e com o perdão da rima em ‘ão’, e aí, infiltrada, ela nos diz quem somos. Assim como a Nike, essa aí que fabrica marca, e não tênis, que é uma superindústria do imaginário, e não uma empresa do ramo de calçados. É essa lógica do imaginário superindustrial que explica parte do gozo experimentado pelo sujeito diante da TV: ele vê ali o sentido (fabricado) do que não tem sentido, o sentido de si mesmo. Ele se pacifica. O consumo das mercadorias começa, portanto, pelo consumo das imagens (das quais o sujeito precisa para se explicar a si mesmo). E o consumo das imagens, como se fosse trabalho, como se ver televisão fosse uma forma de trabalho, ainda que não remunerado, é o que completa a fabricação do valor das marcas.
Voltemos à Coca-Cola, coisa gasosa que eu juro que bebo. Voltemos no tempo, também. Voltemos a 1957, ano em que Décio Pignatari, um pioneiro da crítica de TV no Brasil, fez o seu poema ‘Cloaca’, superconcretamente subversivo: ‘beba coca cola/ babe cola/ beba coca/ babe cola caco/ caco/ cola/ cloaca’. Se adjetivos aí fossem admitidos, poderíamos dizer: supercloaca superindustrial. Voltemos, enfim, ao juízo que nunca tivemos. O imperativo ‘Beba Coca-Cola’ entra assim nos desvãos da fé religiosa, do patriotismo, da devoção a um rei, nem que seja um rei do futebol. E cria seu valor. Como se fôssemos todos idiotas, todos inimputáveis, todos obedientes bebedores de Coca-Cola. É assim e, no entanto, funciona.
Algumas das características das desigualdades sociais
- Diferenças culturais perpetuadas e sustentadas por crenças dominantes.
Preconceitos e crenças difundidas e sustentadas pelas classes que mantém o domínio econômico e cultural. Idéias falsas que buscam manter o poder de uma categoria sobre outra. Crer que pessoas pobres são pobres por serem preguiçosas, ou que alunos de escolas públicas conseguem um futuro promissor apenas tendo vontade de alcançar o mesmo (não levando em conta as diversas barreiras encontradas pelos mesmo).
- Organização das instituições favorecendo a desigualdade.
A religião, por exemplo, na época da escravatura afirmava que o negro não tinha alma.
As instituições de Ensino Superior passaram a receber mulheres com freqüência a partir dos anos 60 nos EUA.
A ciência afirmava que características físicas das mulheres as prejudicavam na busca de um lugar de presença na sociedade, logo afirmava que seu lugar natural era a casa.
- Acesso desigual a recursos.
Os diversos recursos geradores de desigualdade que observamos no texto anterior.
As desigualdades...
- Ocorrem entre 2 ou mais categorias.
- Tendem a ser duradouras.
- Os movimentos através da divisão são raros ou demorados a serem realizados.
- Chances de vida e estilo de vida identificam as pessoas nestas categorias.
É um acesso desproporcional a recursos, materiais e culturais (simbólicos).
Quanto maior a oportunidade (educação, acesso a cultura, possibilidade de desenvolver uma personalidade critica entre outros fatores), maior será a liberdade individual (autonomia do individuo para realizar tarefas, se auto-sustentar sem necessitar da ajuda do Estado, como por exemplo, para ter acesso ao bem estar como a saúde, saber ser crítico, correr atrás de seus direitos entre tantos outros).
Para entender melhor o que a autora está querendo dizer com a liberdade de oportunidade, coloquei um texto que se refere a teoria que ela utiliza. Apenas para um melhor aprofundamento. Vale a pena ler na integra! FONTE.
Para o autor, a desigualdade em nenhum momento aparece como resultado do processo deacumulação de capital, nem tampouco está relacionada a esse contexto. A concepção de desigualdade do autor reside na desigualdade de oportunidades pela privação de liberdades básicas, na desigualdade do indivíduo isolado, na ausência de condições iguais básicas de existência (acesso à saúde, educação, saneamento básico, alimentos, etc.), únicos elementos capazes de serem proximamente igualados entre os indivíduos empiricamente tão diversos, como afirma Sen. É a constituição dessas ‘liberdades’ (por exemplo, liberar o indivíduo da fome) que são capazes de dar às pessoas sua “condição de agentes” para atuarem livremente e construir seu futuro como queiram.
“O desenvolvimento consiste na eliminação de privações de liberdade que limitam as escolhas e as oportunidades das pessoas de exercer ponderadamente sua condição de agente” (Sen, 2000: 10).
“Com oportunidades sociais adequadas, os indivíduos podem efetivamente moldar seu próprio destino e ajudar uns aos outros”
Assim cria o conceito de “liberdades substantivas” como elemento central da igualdade. “As liberdades substantivas incluem capacidades elementares como, por exemplo, ter condições de evitar privações como a fome, a subnutrição, a morbidez evitável e a morte prematura, bem como as liberdades associadas a saber ler, fazer cálculos aritméticos, ter participação política e liberdade de expressão etc.
Basta dar aos indivíduos condições básicas iguais para que eles exerçam com liberdade seu papel de homem econômico; basta livrá-lo das “fontes de privação” que lhe tolhe as oportunidades como a “pobreza e tirania, carência de oportunidades econômicas e destruição social sistemática, negligência dos serviços públicos, intolerância ou interferência excessiva de Estados repressivos”.
Conceituando Gênero
Um conceito novo, que vai explicar as desigualdades que antes eram explicadas através da biologia para então passar a explicar estas diferenças através das desigualdades sociais, em fim, a desigualdade entre sexo é uma desigualdade social e não biológica.
Diferenças biológicas (sexo):- Contestadas ao longo do tempo -
Diferenças que vão justificar através de diferenças físicas a desigualdade entre homens e mulheres.
-Pouca força física da mulher;
-Menor peso do cérebro;
-Fragilidade da mulher;
-O lugar natural da mulher sendo a casa.
O corpo (características físicas) passa a definir as relações, e ainda no século XXI ainda é fator de desigualdades e preconceitos.
Com estes argumentos ocorre a legitimação das desigualdades sociais a partir da ciência (Instituição influenciando neste ponto).
Aspectos socialmente construídos (gênero):
Vão recorrer a aspectos históricos e atuais, para demonstrar a construção social da desigualdade entre homens e mulheres.
Os aspectos que possibilitaram a ascensão social (participação econômica e política) da mulher na sociedade ao longo do tempo:
-Vida na esfera domestica;
-Desenvolvimento industrial;
-Queda do pensamento divino;
-Avanço da racionalidade;
-Movimento feminista pega carona com movimentos organizados (movimento de libertação negra, hippie, entre outros);
-Participação na esfera pública e política;
-Mecanização (homens e mulheres possuindo a mesma força, acabando com os argumentos baseados na força);
-Participação da mulher no nível superior de ensino (iniciando na década de 60, ainda enfrentando barreiras quando se estuda a desigualdade de gênero). Conhecimento técnico-científico possibilitando a ascensão social das mulheres.
-Passa a atuar na apenas na esfera domestica, mas também na esfera pública.
O termo gênero se mostrou neutro, destacando que, tanto mulheres como homens são produtos do meio social, e, com efeito, suas condições de vida são variáveis e históricas.
As diferenças no cotidiano
A definição do sexo, já antes do individuo nascer, molda toda a vida que vem pela frente, desde a cor do quarto até a vida profissional (mesmo havendo uma abertura maior das profissões tipicamente masculinas, existe uma influência muito grande quanto as escolhas futuras).
Sendo, portanto, um processo de socialização (lembrando o conceito de socialização no inicio do ano) e educação (cultural).
Gênero vem desta forma a significar relações de poder, diferenças de acesso aos recursos produtivos e simbólicos (culturais).
Engels e a origem da família – uma contextualização apenas
Houve um momento na historia em que as famílias eram matriarcais (diferente das patriarcais, a mulher era o centro da família), logo a economia doméstica era a base de toda a economia.
- Com avanços no campo surge excedentes na produção, o homem passa a ser desta forma o foco principal da economia, pois era ele o responsável por estes serviços (colheita, criação de animais, etc), logo mantendo o controle do mesmo.
- As riquezas referentes aos homens passaram então a aumentar, não acontecendo o mesmo com as mulheres.
- Logo as famílias passaram a ser patriarcais, o homem veio a ser o centro da família, a herança passou de uma linha materna para uma linha paterna.
“Com a formalização da monogamia (antes existia varias mulheres para um homem apenas, e as mulheres não podia ter mais de um marido) surge um novo elemento no núcleo familiar: o pai verdadeiro. De acordo com a divisão do trabalho da família de então, o homem era o responsável pela alimentação e por seus instrumentos de trabalho utilizados para tal, sendo por direito proprietário destes instrumentos. E a mulher conservava os utensílios domésticos. Ocorre que com o avançar do desenvolvimento produtivo, as riquezas referentes aos homens aumentaram enormemente, não se repetindo o fato com as riquezas femininas. Sob a ordem masculina estava agora o manancial de alimentação, o gado, os escravos.” (penúltima página).
A mulher casada passa a ter os mesmos direitos do marido no mundo civil;
É livre para adotar ou não o sobrenome do marido;
Conquista o direito de fazer aborto em diversos países;
Pode fumar e beber;
Chega a cargos executivos;
Recebe salários mais próximos dos pagos aos homens;
No quesito trabalho, ocorreram mudanças entre 1992 e 1999. A participação feminina no mercado de trabalho subiu de 38,8% para 40,3%.
A educação melhorou: a porcentagem de trabalhadoras, que concluíram o segundo grau, cresceu de 14,7% para 20,4%.
“Apesar do aumento da participação feminina na indústria, elas ainda são minoria nessa área. Em 85, eram 26,35% da força de trabalho. Doze anos depois, a inserção de mulheres foi de 28,13%.”
Leitura do texto na integra. Clique aqui para obter o texto.
O acesso desigual ao conhecimento científico
O acesso desigual ao conhecimento científico acarreta:
- Controle sobre a produção, a distribuição e acesso as pessoas, cujo bem estar pode ser afetado pela falta deste conhecimento.
Ele é provocado pela “reserva de conhecimento” e pelas “fronteiras definidoras de desigualdade” (categorias).
Desigualdade categoria
Divide as pessoas em lados diferentes, em que um grupo é beneficiado e outro prejudicado.
Identidade social
“Elas dependem e conferem significados ás relações com outras pessoas. A identidade publica inclui fronteiras, relações através de fronteiras, relações no interior do ‘nós’ e no interior do ‘eles’, além dos significados acumulados atribuídos a fronteiras e relações.” (Patrão ou empregado).
A identidade se permeia dentro e fora da fronteira categórica.
As categorias sempre geram diferenças, mas não necessariamente desigualdade. (Marx, por exemplo, critica a desigualdade, mas não a diferença).
Desigualdade
- Pequena escala: Firma, lar, vizinhança ...
- Grande escala: é formada uma rede conectada de desigualdade.
Desigualdade categórica duradoura
- Caracterizadas por desigualdade de cor, gênero, nacionalidade, etnia, religião, comunidade, etc.
à Geram vantagens liquidas a um dos lados da fronteira.
à Reproduzem a fronteira.
Causas da desigualdade
- Exploração: Usa-se o esforço do outro e os exclui do valor obtido.
- Reserva de oportunidade: Grupos que dominam recursos e impedem outros de utilizá-lo, ou controlá-lo
Recursos geradores de desigualdade
Quadro 2
Os principais recursos geradores de desigualdade ao longo da história (p.53)
• Meios de coerção, como armas, encarceramento e especialistas no exercício da violência.
• Trabalho, particularmente o especializado e/ou coordenado de forma eficaz.
• Animais, especialmente os domesticados para alimentação e/ou para o trabalho.
• Terra, incluindo os recursos naturais nela localizados.
• Instituições que mantêm o comprometimento, como seitas religiosas, sistemas de parentesco,
redes patronos-clientes e diásporas comerciais.
• Máquinas, especialmente as que elaboram a matéria bruta, produzem bens ou serviços e
transportam pessoas, serviços ou informação.
• Capital financeiro – meios transferíveis e fungíveis de adquirir direitos de propriedade.
• Informação, especialmente a que permite a ação lucrativa, segura ou coordenada.
• Meios que disseminam essa informação.
• Conhecimento técnico-científico, especialmente o conhecimento que permite intervir, para
o bem ou para o mal, no bem-estar humano.
A propriedade de terra ainda é a base fundamental da desigualdade em países pobres. O Brasil passa por esta transição (Terra à Conhecimento cientifico). Porém sempre mantendo as bases da desigualdade.
O conhecimento científico se tornou uma das principais bases da desigualdade hoje.
Os quatro recursos geradores da desigualdade hoje
1º- Capital financeiro: Bancos, associações financeiras, etc.
“Redes de financistas, reduzidas e bem conectadas, podem prejudicar uma economia nacional deslocando seus investimentos de um local a outro.” (p.55)
2º- Informação: Pesquisas, achados, conhecimento, etc (informações estratégicas, como por exemplo, o funcionário que sabe onde se localiza o petróleo, este sendo cobiçado pelas empresas).
3º- Recurso gerador de valor: Publicidade, mídia, comunicação eletrônica, etc (Haja vista o poder das grandes mídias).
“A enorme quantidade de capital investido recentemente em publicidade, meios de comunicação de massa e comunicação eletrônica sugere isso.” (p.55).
4º- Conhecimento Técnico-científico: gera possibilidade de controle e de desigualdade sem precedentes.
“Graças ao desenvolvimento da indústria farmacêutica, da engenharia genética, da computação biomecânica, da microeletrônica, dos métodos de diagnóstico médico, das telecomunicações, do mapeamento geofísico e da exploração astrofísica, a inovação científica gera possibilidades de controle e, portanto, de desigualdade sem precedentes.” (p.55)
Há uma grande diferença entre os países desenvolvidos e os em desenvolvimento no controle do conhecimento. Afetando desta forma a saúde e o bem estar de milhões de pessoas.
Os produtores e distribuidores do conhecimento técnico científico têm interesse de reservar seu conhecimento e explorar seu uso.
A abertura do conhecimento técnico científico
Três teses apresentadas contra esta abertura do conhecimento.
- A tese da perversidade: A generalização do conhecimento acabará com o incentivo para o desenvolvimento de novos conhecimentos (farmacêuticos). Ou em mãos incompetentes ou malévolas o conhecimento acarretará mais danos que benefícios (médicos americanos organizam a distribuição do tratamento médico).
- A tese da futilidade: Necessidade de instruir as pessoas para que elas tenham acesso a este conhecimento, uma vez que elas não estão preparadas para recebê-los. Portanto deve-se esperar que a educação, a democratização e a civilização façam seu longo trabalho, preparando as pessoas para receberem os benefícios da ciência e da alta-tecnologia.
- A tese do risco: “tese do risco é a mais sedutora, já que chama a atenção para o alto custo da disseminação em todo o mundo de conhecimentos cruciais e para a utilidade de manter atuantes as pessoas e as instituições que contribuem para a acumulação de conhecimento.” (p.61) (patrocínios e patentes).
“Atualmente, os produtores e beneficiários do conhecimento desigual não sacrificarão facilmente suas vantagens. O custo, porém, será a persistência da desigualdade que prejudica, desnecessariamente, o bem-estar humano.” (p.61).
_______________________________________________
Enunciado do Enem referente à desigualdade de acesso ao conhecimento. Um exemplo de barreira criada e propagada através das gerações e classes sociais.
“A sociedade atual testemunha a influência determinante das tecnologias digitais na vida do homem moderno, sobretudo daquelas relacionadas com o computador e a internet. Entretanto, parcelas significativas da população não têm acesso a tais tecnologias. Essa limitação tem pelo menos dois motivos: a impossibilidade financeira de custear os aparelhos e os provedores de acesso, e a impossibilidade de saber utilizar o equipamento e usufruir das novas tecnologias. A essa problemática, dá-se o nome de exclusão digital.”
Graduado em Ciências Sociais com ênfase em sociologia (sociólogo) pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Tendo adquirido licenciatura plena em Julho de 2008. Professor de sociologia no Ensino Médio. Atualmente formado no MBA de Logística Empresarial pela UFF.
“O homem sempre será homem. Não há um momento novo. Tentamos criar tanto uma sociedade que fosse igual, na qual não houvesse do que invejar do visinho. Mas sempre há algo para dar inveja... um sorriso, uma amizade, algo que você não tem e que quer ter. Neste mundo, mesmo no soviético, sempre haverá ricos e pobres. O rico em dons, o pobre em dons. O rico no amor, o pobre no amor”. (Filme "Círculo de fogo"). De todos que escreveram sobre o dinheiro, ninguem precisava mais dele do que eu... (por ai)... Karl Marx
"Aqueles que não tem nada procuram se igualar, e aqueles já têm procuram ser superiores" Aristóteles Já tomei pírula vermelha, mas hoje vivo de hoverdose da azul.
"A mente é como um para-quedas, só serve se estiver aberta." Gilberto Velho
“A riqueza é como a água salgada; quanto mais se bebe, mais sede se tem.” Arthur Schopenhauer
"Coloco minha cara a tapa se nesses jornais de R$ 0,50 faltar uma mulher semi-nua na capa." Frase de um ex-professor.
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O leitor - The reader - de Stephen Daldry
Charge sobre o imperialismo
Critica ao imperialismo Americano
Fonte: www.banksy.co.uk
Barricadas em 1968 na França
"Em caso de Revolução quebre o vidro."
Charge baseada no filme "V de Vingança".
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